Recriando o Ser
Muitas vidas são desperdiçadas numa busca insana…
Essa busca, sendo tão simples o seu teor, levou a complicar os sentimentos e vidas de muitos. Tanto a deles como a de quem os rodeia.
Essa busca é o sentido da Vida.
Muito bastam vidas há busca do sentido da vida, passando o tempo a levantar questões como:
“O que vim cá fazer?”
“Qual é o motivo de eu estar aqui?”
“O que eu vim fazer cá há terra?”
“Que Deus quer de mim?”
“Qual é o sentido da minha vida?”
…
A resposta é simples de ser dada, mas difícil de ser aceite!
Todos temos o desejo de que viemos a este globo com uma missão grandiosa, que iremos por os nossos nomes nos livros de histórias. Que não iremos ser mais um número estatístico de determinada época. Que as nossas aventuras serão contadas de gerações em gerações até se tornarem lendas e depois mitos.
A resposta é simples.
É uma das maiores graças dadas a nós.
E ela é:
A Vida não tem Sentido. E esta é a maior dádiva do Todo aos Humanos.
E aqueles que acreditam que a vida tem um sentido e que estão a segui-lo é porque foi-lhes dito e aceitaram-no.
Mas esta foi a maior dádiva que Deus nos entregou.
Qual seria o sentido da vida se não pudesses fazer o que quisesses na vida se antes mesmo de para cá vires a tua vida estava decidida?
Onde estava o livre arbitio de uma pessoa?
Onde estava o amor de Deus?
Seria contrário á natureza do Todo; logo é contrário á natureza da Vida.
Não existe sentido na vida porque o Todo quer que nós encontremos um propósito para as nossas vidas.
Um Propósito que funcione para as nossas vidas.
A nossa única função da vida, assim é, de criar um propósito para as nossas vidas. Ao Fazermos estamos a nos criar-mos. E somos nós quem nos realmente escolhemos quem somos e o que seremos.
Ser vs Fazer
Das primeiras tarefas a realizar nas nossas vidas é perceber que não é aquilo que fazemos que define o que somos.
Aquilo que fazemos é uma coisa momentânea, que aconteceu naquele momento, ficou na história, já não existe, já não é, logo já deixou de fazer parte de ti porque deixou de existir.
Nós temos a ideia que para sermos alguma coisa temos que fazer para provar.
Pura mentira…
Claro que a todo o minuto o nosso corpo está a fazer algo.
Tudo aquilo que fizemos o nosso corpo passar, somente o fizemos derivado a um determinado estado de ser.
O nosso corpo funciona muito a nível automático para que não estejamos a perder tempo a pensar.
Quando ris, esta é uma acção automática do teu ser resultante do teu estado feliz ou alegre, ou em caso de nervosismo.
Quando choras deriva do teu estado de pura felicidade ou de tristeza
Quando o teu ritmo cardíaco aumenta, é derivado a um susto que apanhaste, etc.
“És um ser humano e não um fazer humano.”

