Recriar o Ser

__reborn___by_morteque-d2knrxmMuitas vidas são desperdiçadas numa busca insana…

Essa busca, sendo tão simples o seu teor, levou a complicar os sentimentos e vidas de muitos. Tanto a deles como a de quem os rodeia.

Muitas filosofias, ideologias e religiões foram, são e irão ser criadas para tentar criar uma ordem de acontecimentos e procurar preencher o vazio que surge no coração de quem desconhece as suas reais razões por estar assim…

Ao cada vez mais nos conhecermos, menos será a dimensão desse vazio em nós, e menos serão necessárias essas Leis instituídas por outros prevalecerem nas nossas vidas e nos nossos conceitos.

Essa busca é o sentido da Vida. A constante busca de algo e a nos redefinirmos perante o que descobrimos em nós.

Passamos a vida á busca do sentido da vida, passando o tempo a levantar questões como:

“O que vim cá fazer?”

“Qual é o motivo de eu estar aqui?”

“O que eu vim fazer cá há terra?”

“Que Deus quer de mim?”

“Qual é o sentido da minha vida?”

A resposta é simples de ser dada, mas difícil de ser aceite!

Todos temos o desejo de que viemos a este globo com uma missão grandiosa, que iremos por os nossos nomes nos livros de histórias. Que não iremos ser mais um número estatístico de determinada época. Que as nossas aventuras serão contadas de gerações em gerações até se tornarem lendas e depois mitos.

A resposta é simples.

É uma das maiores graças dadas a nós.

E ela é:

A Vida não tem Sentido. E esta é a maior dádiva do Todo aos Humanos.

E aqueles que acreditam que a vida tem um sentido e que estão a segui-lo é porque foi-lhes dito e aceitaram-no.

Mas esta foi a maior dádiva que Deus nos entregou.

Qual seria o sentido da vida se não pudesses fazer o que quisesses na vida se antes mesmo de para cá vires a tua vida estava decidida?

Onde estava o livre arbítrio de uma pessoa?

Onde estava o amor de Deus?

Seria contrário á natureza do Todo; logo é contrário á natureza da Vida.

Não existe sentido na vida porque o Todo quer que nós encontremos um propósito para as nossas vidas.

Um Propósito que funcione para as nossas vidas.

A nossa única função da vida, assim é, de criar um propósito para as nossas vidas. Ao Fazermos estamos a nos criar-mos. E somos nós quem nos realmente escolhemos quem somos e o que seremos.

Ser vs Fazer

Das primeiras tarefas a realizar nas nossas vidas é perceber que não é aquilo que fazemos que define o que somos.

Aquilo que fazemos é uma coisa momentânea, que aconteceu naquele momento, ficou na história, já não existe, já não é, logo já deixou de fazer parte de ti porque deixou de existir.

Nós temos a ideia que para sermos alguma coisa temos que fazer para provar.

Pura mentira…

Claro que a todo o minuto o nosso corpo está a fazer algo.

Tudo aquilo que fizemos o nosso corpo passar, somente o fizemos derivado a um determinado estado de ser.

O nosso corpo funciona muito a nível automático para que não estejamos a perder tempo a pensar.

Quando ris, esta é uma acção automática do teu ser resultante do teu estado feliz ou alegre, ou em caso de nervosismo.

Quando choras deriva do teu estado de pura felicidade ou de tristeza

Quando o teu ritmo cardíaco aumenta, é derivado a um susto que apanhaste, etc.

“És um ser humano e não um fazer humano.”

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2 pensamentos sobre “Recriar o Ser

  1. Boas caro Márcio!

    Colocas questões de um modo muito ousado, por vezes nem sempre lógico segundo o meu entender, mas deixarei o meu ponto de vista. A recriação do Ser parece-me um bom ponto de partida se a nossa intenção é simplesmente dizer que o Ser, a Vida, não é estático, mas está em constante mudança e sempre em evolução positiva ou ascendente, quanto muito, estacionária. Pois não poderá deixar de ser aquilo que já alcançou. Poderíamos dizer que o Ser é o constante movimento de todas as coisas, de tudo o que existe, numa mutação constante com vista à perfeição, desde o ser mais elementar ao ser mais complexo. Assim somos nós, seres em constante mutação atingindo níveis cada vez mais aperfeiçoados. Como tal, existem leis naturais que nos tutelam a vida e só pelo seu entendimento poderemos evoluir moral e espiritualmente. A reencarnação é uma dessas leis de progresso atestando a preexistência da alma e a pluralidade das existências. Caso contrário, como poderíamos aperfeiçoar-nos sem os restantes graus de conhecimento que adquirimos em vidas anteriores? O nosso corpo é uma extensão do nosso espírito (matriz) que nele se projecta para se experimentar, sendo esta, a forma mais adequada à nossa situação espiritual actual. A título de comparação, poderemos dizer que o aluno, para atingir o nível superior necessita passar pelos níveis primários e intermédios para se considerar apto a agir na vida profissional. Assim é todo o espírito humano, que munido das suas capacidades o torna um ser cada vez mais perfeito. A perfeição é o estado natural para que tendem todas as coisas. Este é o primeiro sentido da vida. Segundo alguns pensadores acreditam que Deus nunca deixou de criar tornando-se dificil compreender a ideia de infinito. Logo, a perfeição que idealizamos como sendo um estado puro, ainda assim é bastante redutor face à noção de infinitude de tudo o que existe e já foi criado. Por enquanto, concentremo-nos na vida diária com viva atenção porque aqui fomos colocados mediante regras bem definidas, algumas das quais não nos cabe compreendê-las integralmente para já. Se compreendêssemos todos os motivos de uma existência, por certo não trabalharíamos tanto para alcançar determinados benefícios. Somos ainda seres muito imperfeitos incapazes de captar o sentido de todas as coisas. Mas a lei natural de progresso obriga-nos na fase actual a evoluirmos espiritual e moralmente através da lei da reencarnação. Porque se torna a conduta moral tão importante à Humanidade e como é que isso contribui para a percepção do sentido da vida? Ora, a moral implica discernimento que o Homem faz entre o bem e o mal, o certo e o errado. Não existe a verdade única, mas a minha verdade, a tua verdade, a verdade dele. Porque todo o ser é uma individualidade com diferentes experiências, embora todos confluam para um mesmo fim, a perfeição. Se fizermos o mal prejudicando o outro, isso denota ignorância das nossas consciências e desconhecimento das leis de Deus. Aquele que agride, será agredido, aquele que difama, será difamado, assim é a lei de causa e efeito. Com o mal que causamos e nos é atingido seremos obrigados a entender que só o bem proporciona bem-estar ao próximo como a nós mesmos. Caso contrário, continuaremos passando por experiências de provas e expiações até que a última dívida seja saldada. Fazer o bem exije esforço, vontade e dedicação. Implica que saibamos fazer ao outro aquilo que gostávamos que fizessem a nós. E na maior parte das vezes isso implica coragem, determinação e perseverança. Se não praticarmos o mal, mas também, se não tivermos praticado o bem, que benefício teremos com isso? Acarretamo-nos por sua vez, a estados de ócio e despreocupação. O livre arbítrio de que somos dotados obriga-nos a fazer escolhas entre o bem e o mal. A orientação da nossa acção volitiva (vontade) dirigida para acções edificantes no contacto com o mundo (sermos caridosos, benevolentes, indulgentes, dóceis, brandos) torna o espírito enobrecido, consciente do seu propósito de vida, cujo único objectivo é fazer o bem.

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    • Ora viva Simão…
      Gostei muito do teu ponto de vista. Bem elaborado e aponta para pontos de vista bem válidos que estou em concordância com algumas coisas e com outras parcialmente de acordo. Mas é isto que promove a individualidade das pessoas e a que haja muitos caminhos para a evolução, todos eles validos se forem aplicados para enobrecer o ser. E ser espiritualista é mesmo procurar o que possas despertar melhor a espiritualidade em nós e evitar de criar dogmas. Heis como vejo algumas coisas que falas exemplo:
      *Viemos cá para ter experiências de vida e não para aprender. Acredito que temos muita sabedoria interna dormente e vivemos cada vida para relembrar que somos essa sabedoria.
      *Concordo que devemos passar por vários estágios para chegarmos a patamares mais elevados de existência, e que temos que experienciar tanto o “bom” como o “mau” para definirmos quem somos perante essas experiências. Como esta resposta que estou a dar ao teu comentário permite-me definir-me melhor quem sou. 😉
      *Perante o Deus ainda estar a criar segundo alguns pensadores, sou mais da opinião que Deus já não cria mais. Agora quem cria são os Seres nas suas realidades perante os seus níveis de consciência. Essa entidade só auxilia e mantém a emanar o que puxamos para nós perante o padrão vibracional que geramos em nós. Algo que pode ser visto como Lei do retorno.
      *entre outras coisas

      São as visões que temos e que escolhemos que permitem ter as experiências que se apresentam. Es-colha= és o que colhes… engraçado… lol

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